A escola e a família frente aos imperativos da economia e da mídia

Por:Julio Machado
Familia

22

Mar 2010

A ESCOLA E A FAMÍLIA FRENTE AOS IMPERATIVOS DA ECONOMIA E DA MÍDIA

Palestra para pais e educadores

O texto-base da Campanha da Fraternidade –Economia e Fraternidade – lançada em 2010 por várias igrejas cristãs, enfatiza que a economia existe para a pessoa e para o bem comum da sociedade, não a pessoa para a economia. Ele nos propõe uma reflexão sobre os valores humanos e a busca da fraternidade frente à rendição ao dinheiro, visto como valor absoluto dirigindo a vida.

“O dinheiro, embora necessário, não pode ser o supremo valor dos nossos atos nem o critério absoluto das decisões dos indivíduos e dos governos. O dinheiro ´deve ser usado para servir ao bem comum das pessoas, na partilha e na solidariedade´. Toda a vida econômica deveria ser orientada por princípios éticos.” (pag.47)

O que nos preocupa enquanto educadores é como a escola e a família estão se posicionando frente a essa avalanche da propaganda consumista e ao bombardeamento de contra-valores que direcionam o indivíduo a se sentir mais valorizado à medida em que consegue obter fama, status e sobretudo um corpo belo, jovial e atraente. Hoje a tirania da aparência física empurra, principalmente os adolescentes, não para a busca de uma identidade, mas de uma identificação. O corpo tem se tornado uma fonte inesgotável de ansiedade e frustração. “Diferente das nossas avós não nos preocupamos mais em salvar nossas almas, mas em salvar nossos corpos da rejeição social.” (Mary Del Priore)

– O que tem mais influenciado na orientação profissional dos nossos jovens: ter uma profissão bem remunerada ou expressar a sua vocação?

– Quais os critérios que pesam mais na autoestima e no senso de valor pessoal dos nossos rapazes e moças: os seus talentos ou a sua beleza física; o seu caráter, iniciativa e visão cidadã ou a conta bancária da sua família (incluindo a casa onde mora, a roupa que veste e a última viagem que fizeram ao exterior)?

A que sistema estamos servindo enquanto educadores? Ao ter ou ao ser, a capa ou ao conteúdo, aos valores que humanizam ou à moda e ao consumismo?

Família e escola precisam unir esforços, sem apelar para falsos moralismos ou um saudosismo das velhas tradições, a fim de fazer valer o seu importante papel educacional. Para isso é fundamental comungarem de um mesmo ideal e estarem alinhadas numa mesma linguagem.

DURAÇÃO: aproximadamente 1,30 h.

 

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