O professor educador – relações afetivas no sistema ensino-aprendizagem

Por:Julio Machado
Workshops

25

Mar 2015

O PROFESSOR EDUCADOR: RELAÇÕES AFETIVAS NO SISTEMA ENSINO-APRENDIZAGEM –

Workshop para educadores ( 04 a 12 horas) –

E o Mestre? O que terá acontecido com ele?
Mestre é um educador, diferente de professor.
Professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor.
Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação”. Rubem Alves

OBJETIVOS GERAIS:

  • Proporcionar a oportunidade de uma revisão dos “modelos mentais”que influenciam as relações de aprendizagem, como também uma análise das principais resistências ao aprendizado, traduzido aqui como “mudança de comportamento”;
    • Sensibilizar as pessoas para a importância de se buscar um sentido de missão (em consonância com os objetivos pessoais) comum a todo o corpo docente, essencial para o engajamento e a motivação dos seus integrantes;
    • Sensibilizar os educadores para a importância do cuidado pessoal no que tange à sua saúde, suas emoções, seu humor, como fator de suma importância no sucesso do seu trabalho, contribuindo também para o bom astral da instituição;
    • Proporcionar uma reflexão teórico-vivencial do processo ensino-aprendizagem, dentro de uma abordagem sistêmica(compreendendo a realidade como um todo indivisível e autorrecorrente);
    • Treinar algumas habilidades do relacionamento interpessoal que visam facilitar a aprendizagem grupal e aumentar o nível de prazer na convivência diária;
    • Treinar alguns exercícios de relaxamento e de concentração que visam adquirir um maior equilíbrio emocional e reforço do domínio pessoal.

PÚBLICO ALVO: Professores em geral (do maternal à faculdade), especialistas em educação, profissionais da saúde.

METODOLOGIA DO WORKSHOP: A abordagem será feita através de palestras e exercícios prático-vivenciais, utilizando-se de “cases”, dinâmicas de grupo, vídeos e filmes editados, de modo que a teoria seja uma decodificação das experiências vividas pelo grupo, buscando a sua aplicabilidade na realidade tanto pessoal como profissional

DURAÇÃO DO TRABALHO:
• Workshop com 04 a 12 h (tamanho do grupo a combinar)


1º MÓDULO (04h): MOTIVAÇÃO E RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NO TRABALHO

– Palestra de sensibilização (60 min.): AUTOMOTIVAÇÃO E PRAZER NO TRABALHO

Uma  das maneiras mais assertivas de motivar as pessoas e de reconhecer a importância do seu trabalho é ajudá-las a desenvolver os seguintes pilares:
– Autonomia: o desejo de expressar o seu talento com criatividade e com liberdade para direcionar suas próprias vidas.
– Domínio: o desejo de melhorar cada vez  mais sentindo a importância daquilo que fazem.
– Propósito: o desejo de prestar um serviço e de fazer parte de uma causa maior que faça diferença na comunidade onde estão inseridas.

Trabalho não é sinônimo de emprego, mas de uma ação que agrega um valor ao ser que o realiza, permitindo ao ser humano evoluir e conquistar sua verdadeira vocação. O trabalho não é um mal necessário, nem uma maldição, pelo contrário, concebido e executado de forma consciente, torna-se uma fonte de prazer e de realização pessoal.

– Dinâmica de grupo (30 min.): com o objetivo de promover uma integração entre os participantes e, ao mesmo tempo, trabalhar o conceito de
engajamento pessoal com vistas ao sucesso grupal.

 – Ciranda de integração e harmonização grupal (30 min.).

– Palestra (45 min.): COMUNICAÇÃO INTER-PESSOAL. (Mesclada com seleção de pequenos vídeos sobre ética e relacionamento interpessoal).

“Para viver num mundo quântico, para tecer aqui e ali com facilidade e graça, teremos necessidade de modificar aquilo que fazemos. Teremos de parar de descrever tarefas e dedicar-nos a facilitar o processo. Precisamos adquirir conhecimentos sobre como construir relacionamentos, como alimentar o crescimento e como desenvolver coisas. Todos nós vamos precisar de melhores capacidades para ouvir, para comunicar e para facilitar  grupos, porque são esses os talentos que criam relacionamentos sólidos.  O poder nas organizações é a capacidade gerada pelos relacionamentos.”

( Margaret J. Wheatley no seu livro  “Liderança e a nova ciência”)

O Universo é como uma grande teia e todas as suas partes encontram-se interligadas. Qualquer ponto afetado repercute em toda a teia. Não existem fatos isolados, tudo está interconectado numa via de mão dupla, seja emitindo ou recebendo estímulos. É como um organismo, tudo tem a ver com o Todo.

Tudo é Um. A realidade vista desta forma dilata em muito a nossa responsabilidade, pois o que fazemos ou deixamos de fazer afeta todo o sistema. Isso significa que os outros são atingidos, positiva ou negativamente, pelas nossas escolhas pessoais. À medida que tornamos a nossa vida mais bela e harmoniosa, tornamos também o mundo um pouco melhor.  Através de fios condutores invisíveis  podemos contagiar de paz e de harmonia, tanto quem estiver ao nosso lado como os pontos mais remotos do planeta. Nenhuma parte do sistema mais amplo deixa de ser atingida pelas mudanças que se processam em algum lugar dele.

– Dinâmica “Você decide!” (45 min.), com o objetivo de treinar a comunicação inter-pessoal, respeito às diferenças e a tomada de decisões;


2º MÓDULO (04h): PEDAGOGIA AFETIVA

 Palestra (60 min): O PROFESSOR EDUCADOR – relações afetivas no sistema ensino-aprendizagem

Ao longo dos anos, o papel do professor vem sofrendo um crescente desgaste. As exigências naturais da profissão levam-no, geralmente, a supervalorizar o desenvolvimento intelectual dos alunos, priorizando conteúdos programáticos e resultados quantitativos, em detrimento do projeto pedagógico e da relação afetiva com seus alunos.

Sonhamos com uma nova escola. Um lugar onde o professor – aquele que apenas transmite informações, dê lugar ao educador – aquele que interage, que incentiva o estudante a buscar as informações, aquele que está também comprometido com a construção da autoestima de seu aluno.

Filme editado “Mr.Holland – adorável professor + comentários (45 mim.)

– Palestra (60 min): COMO TORNAR A ESCOLA MAIS INTERESSANTE PARA TODOS

“Todo professor foi aluno um dia, os melhores continuam sendo.” (Rubem Alves)

Aprender é fantástico, mas estudar na escola é muito chato, porque a escola está muito distante da realidade do aluno. Há o sentimento comum entre alunos e professores – e em toda sociedade – de que os conteúdos aprendidos no dia a dia da escola não são significativos e que a linguagem utilizada para ensiná-los está defasada. Diante do século XXI, caracterizado por constantes revoluções tecnológicas, mudanças no quadro familiar e acesso ilimitado à informação, faz-se necessário renovar o ensino, sobretudo a sua prática pedagógica. Precisamos resgatar o sentimento de que cada dia de aula de fato contribui para a formação do aluno, e que ele sinta mais prazer em participar das atividades escolares.

O sistema educacional vigente valoriza muito mais o conhecimento cognitivo, pautado por uma política de verificação quantitativa – em que o acerto é premiado e o erro é criticado – do que a sabedoria integral do ser, através de um trabalho alinhado com todas as esferas de conhecimento: naturais, exatas, humanas, sociais, espirituais e artísticas.

Nos dias de hoje, com a ajuda das ferramentas digitais e com os aportes da neurociência aplicada à aprendizagem, é possível promover uma educação fundamentada no desenvolvimento de competências que envolvam a criatividade, a interação e a inovação para despertar nos alunos uma visão mais crítica para a solução de problemas e tomadas de decisões.

Só que tudo isso esbarrará numa grande limitação caso o professor não seja apenas cobrado, mas devidamente estimulado a aprender para atualizar seus métodos e posturas pedagógicas. Por isso o saudoso Rubem Alves afirmava que os melhores professores são aqueles que continuam sendo alunos. É o professor quem pode mediar conteúdos diversos, dos tradicionais aos atuais, e fazer valer realmente o termo ferramenta a todo o aparato tecnológico que já está aí nas mãos desta nova geração.

– Dinâmica de foto-linguagem (45 min.): colagem com recortes de gravuras de revistas, com o objetivo de dar vazão aos sonhos pessoais e profissionais, a partir da seguinte consigna:  Como é a escola dos meus sonhos?

 

3º MÓDULO (04h): COMPETÊNCIA SOCIO-EMOCIONAL DO EDUCADOR

– Dinâmica de harmonização grupal – dança circular (30 min.), com o objetivo de treinar a concentração e o sentimento de se fazer parte de um todo maior

– Palestra (60 min.): DISCIPLINA, EQUILÍBRIO EMOCIONAL E MUDANÇA DE COMPORTAMENTO.

Aprender a ter mais disciplina e equilíbrio emocional implica em rever alguns esquemas mentais que estão na base de muitos conflitos e desgastes, tanto no relacionamento com pessoas como com o mundo à nossa volta. Implica também aprender e praticar regularmente alguns exercícios de relaxamento e de concentração, como também implementar novos hábitos.

A conscientização das pessoas, neste sentido, leva a uma maior maturidade e conseqüente responsabilidade em tornar, ela própria, a principal responsável pelo seu estado de humor e de bem-estar, contagiando o ambiente à sua volta.

– Exercícios de respiração e de concentração (30min.)

– Palestra (45 min.): O PODER DAS CRENÇAS – O MUNDO NÃO MUDA, NÓS MUDAMOS

O fracasso na sustentação de mudanças significativas se repete mais e mais vezes nas organizações, apesar dos substanciais recursos alocados nesse esforço, das pessoas talentosas e comprometidas em estar “conduzindo a mudança” e dos altos interesses em jogo.

Peter Senge, no seu novo livro A dança das mudanças, defende a premissa de que as fontes desse problema não podem ser remediadas por conselhos de especialistas, melhores consultores e gerentes mais comprometidos. Essas fontes estão em nossa forma básica de pensar. E, se esta não mudar, qualquer nova “contribuição” acabará gerando os mesmos tipos de ação fundamentalmente improdutivos.

– Exercício sobre dar e receber reconhecimento (45 min.) inspirado no vídeo “Validação” e no texto “O poder da validação”.

 

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