Reflita sobre como as pausas são extremamente necessárias para nossas vidas profissional e pessoal.
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Começamos com o pé direito!!
Esse paradigma esta dificil de ser quebrado. Assumo completamente isso. Mas já vai ser….
Concordo plenamente!!! E se pensarmos o contrário é realmente Burrice!!
Abraço!!
Valeu garoto!
Eu sei que você já compreendeu isso direitinho.
A lição já sabemos de cor, só nos resta aprender… isto é, mudar o comportamento.
Aos poucos vamos assimilando e implementando.
Beijo do pai
Realmente precisamos dessa pausa.Mas infelizmente as pessoas vivem presas no dogmatismo, nem se quer sabem que existe essa pausa para para descansar o corpo e alma.
Por isso acho o quanto é importante assistir palestras, uma palavra que a pessoa ouve pode mudar o rumo de sua vida, ou seja, tirá-la da caverna. É como diz o nossso saudoso Alberto Caeiro: Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
Olá Flávia. A sua citação do Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) foi perfeita: não basta não ser cego para ver as árvores e as flores. Lembrando ainda do mesmo autor, um outro pensamento gêmeo: “Mas isto exige um estudo profundo. Uma aprendizagem de desaprender.
Agradeço o seu retorno
Um abraço
Júlio
Perdoe o erro, realmente a frase é de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro fez uma citação. VALEU.
“HORA DE ESQUECER”
E o que eu desejo para mim e para você é esquecimento…
Coisa estranha de se desejar, parece mais uma maldição – pois quem é tolo de querer perder a memória? Eu mesmo vivo falando sobre a felicidade que mora nas lembranças e até mesmo acho que não está errado dizer que somos o que lembramos. Por isso gosto de contar casos, que é um jeito de fazer amor, dar aos outros pedaços da minha vida que o tempo já matou e enterrou, mas que a maga memória faz ressuscitar. Aquilo que a memória amou fica eterno,
disse Adélia Prado, e eu não me canso de repetir. A memória é a presença da eternidade em mim. E é para isso que preciso dos deuses, para que eu nunca esqueça, para que o passado volte sempre…
Recordo as Confissões, de Santo Agostinho. Releio seu maravilhoso capítulo sobre a memória, a meditação mais lúcida e profunda jamais escrita sobre o assunto. Diz ele: Palácio maravilhoso, caverna misteriosa, dentro da memória estão presentes os céus, a terra e o mar… Dentro dela eu me encontro comigo mesmo… É nela que moram os segredos da vida e da morte… E andando pelos seus caminhos, o santo vai à procura do obscuro objeto da nostalgia que faz o seu coração doer, e que beleza alguma é capaz de curar. Ele entra na memória como amante que vai à procura da amada, perdida…
E venho eu e desejo a todos o esquecimento… É que, por vezes, é preciso esquecer para poder lembrar…
Pois a memória, como o próprio santo notou, é o estômago da mente…. Para ali vão as comidas mais variadas, umas saborosas e de digestão fácil, outras amargas e impossíveis de serem digeridas. Quando isso acontece, o corpo se contorce e enjoa, e coisa alguma é capaz de fazê-lo feliz. Até que o próprio corpo se aplica o remédio, vomita, e assim se livra da comida que o fazia sofrer.
Memória, estômago: há nela coisas que precisam ser vomitadas, para que corpo possa de novo se alegrar. Pois o esquecimento é a memória vomitando o que faz o corpo sofrer.
Por isso que Roland Barthes dizia que é preciso esquecer a fim de ficar sábio.
Por isso que Alberto Caeiro dizia que o que ele desejava era desaprender, raspar de sua pele a maneira de sentir que lhe haviam ensinado, para poder, de novo, sentir o gosto bom de si mesmo.
Somos como um navio em que os detritos do mar vão se grudando, em meio ao muito navegar.
De tempos em tempos é preciso que o casco seja raspado, para voltar de novo a deslizar suave pelas águas.
Os detritos da memória depositam-se em nossos olhos, transformam-se numa nuvem leitosa, opaca, catarata, e nos tornamos cegos para o mundo a nossa volta. O mundo inteiro, então, se transforma num monte de detritos.
É preciso esquecer para poder ver com clareza. É preciso esquecer para que os olhos possam ver a beleza.
As Sagradas Escrituras contam a saga da mulher de Ló. Deus permitiu que o casal fugisse das cidades amaldiçoadas de Sodoma e Gomorra sob a condição de que não olhassem para trás, enquanto o fogo do céu as consumia. A mulher não resistiu à curiosidade, olhou para trás, e foi transformada em estátua de sal. Quem fica com os olhos fixados no passado se torna incapaz de ver o presente. E quem não tem olhos para o presente está morto.
Esquecer. Ver com olhos de criança – sem memória.
Mas nem sei por que estou dizendo todas estas coisas para explicar o meu desejo de esquecimento, quando o que eu quero dizer já foi dito por Alberto Caeiro:
O essencial é saber ver/ uma aprendizagem de desaprender/ Saber ver sem estar a pensar/
Saber ver quando se vê/ Ver com o pasmo essencial que tem uma criança, ao nascer/ Sentirse nascido a cada momento/ para a eterna novidade do mundo…
É isso que desejo para você e para mim, no início de cada ano: esquecimento. Tomar um banho. Deixar a água correr pelo corpo… Sentir os detritos do passado se despregando, e entrando pelo ralo. Recuperar o corpo sem memória da criança, para ver o mundo como se fosse a primeira vez…
Rubem Alves
Ah Rubem Alves, genial com as palavras. Profundo e simples com as idéias.
Agradeço o texto
Um abraço
Júlio
Realmente essa é uma das partes mais difíceis de administrar: a pausa. Sei que é necessário, acho até que tenho conseguido bastante delas, mas às vezes vem até um sentimento de culpa. Será que estou sabendo aprovietar bem as minhas pausas. Se o lenhador não se concentrar em amolar o machado, durante sua pausa, ela não terá valido de nada. E se ele ficar muito tempo na pausa? E se ele estiver parando na hora errada?
Olá Patrícia,
O nosso maior problema não é fazer pausas além da conta, mas, sim, não fazer pausa nenhuma.
Quando abrimos este espaço de cuidado pessoal na nossa vida, achamos rapidamente o ponto de equilíbrio.
Um abraço
Júlio
È SEMPRE BOM OUVIIR,ESSE TRECHO PRECISAMOS AMOLAR O NOSSO MACHADO, eU ESTAVA PRECISANDNOVAMENTE RELEMBRAR ESSA PALAVRAS MARAVILHOSAS.