Podcast 13 – A VOZ DO EGO E A VOZ DA ALMA

Por:Julio Machado
Podcast

24

ago 2016

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Para colocarmos um pouco de luz nesse labirinto de possibilidades, a primeira coisa que precisamos constatar é que existem, basicamente, dois sistemas de respostas para os nossos problemas, onde cada um deles oferece a sua solução. Poderíamos chamá-los de sistema do ego e sistema da alma.

Freqüentemente o ego se revela como uma voz que, literalmente, ouvimos na nossa mente. Ele normalmente é o que fala primeiro e até de um modo “insistente”, porque sempre tem um plano ou uma jogada para conseguir o que ele quer: salvar a nossa pele, custe o que custar. No seu sistema, geralmente, para alguém ganhar, alguém tem que perder. Normal diríamos!

A outra voz, a voz da alma,  só nos fala se for convidada. Ela fala suavemente mostrando-nos como nos desapegar das aparências e a ver o outro e a nós mesmos a partir de dentro, da essência que irmana todos nós. A sua meta é promover a unidade e a paz. No seu sistema ou os dois estão ganhando ou, então, os dois estão perdendo.

Estamos o tempo todo trafegando entre esses dois modos de viver e somos aquele que toma a decisão de qual sistema seguir, ou de qual senhor queremos servir. Sendo assim poderemos entender agora aquela expressão: “Não se pode servir, ao mesmo tempo, a dois senhores.”

É certo que para alcançarmos um maior discernimento de para qual voz daremos ouvidos, será preciso uma boa caminhada. É um aprendizado de vida, onde cometeremos muitos erros para acertarmos. É como naquela conversa do discípulo com o seu mestre:

– Mestre, como faço para me tornar um sábio?
– Boas escolhas.
– Mas como fazer boas escolhas?
– Experiência – diz o mestre.
E como adquirir experiência, mestre?
– Más escolhas.

Aqui não se trata de procurar uma conduta que seja mais certa do que outra. Lembre-se: o nosso referencial não é o certo ou o errado, até porque uma atitude que pode ser certa para alguém numa dada situação,  pode ser completamente errada para uma outra pessoa.

Dizer que a saída é pelo outro lado é fazer uma provocação para apontar que a solução nem sempre está dentro da lógica ou dos padrões sociais; que algumas vezes precisaremos agir contra os nossos reflexos mais automatizados que foram aprendidos ao longo de toda uma vida. Os outros poderão até dizer que o que estamos fazendo não é  normal. E não é mesmo, pois virar a outra face é loucura para o mundo.

Por exemplo, quando alguém comete alguma falta conosco. Se tivéssemos o tempo para consultar os dois sistemas, o que cada um deles diria? O ego, com toda a razão, nos impulsionaria a culpar e até a punir a pessoa que cometeu o erro,  enquanto a voz da alma, onde o sagrado habita em nós, nos moveria a perdoá-la. Você há de convir que culpar e perdoar são duas atitudes opostas e com resultados completamente diferentes na convivência entre as pessoas. A culpa e a condenação alimentam o conflito e a divisão, enquanto o perdão cancela a dívida do outro.

Isso não quer dizer que não devamos corrigir, por exemplo, os erros dos nossos filhos ou subordinados. Mas para corrigir alguém não é necessário fazê-lo  sentir-se culpado. Podemos corrigi-lo amorosamente. Este é um grande aprendizado. Acreditamos que a culpa não muda comportamento de ninguém, pelo contrário.  A única utilidade em se culpar alguém neste mundo caótico, só poderia ser a de buscarmos um bode expiatório para as nossas próprias culpas ocultas. Aliás, uma das maiores contribuições da psicanálise foi descobrir o mecanismo inconsciente da projeção que demonstra que tudo que está oculto no nosso inconsciente é projetado para fora de nós. Isso explica a atração que temos em procurar culpados lá fora.

Lembra um pouco aquelas guerras de tortas, onde cada um atira a sua torta na cara do outro, enquanto procura, desesperadamente, livrar a sua cara. Este é o jogo da culpa. Mas existe uma outra maneira de jogar, garantindo de um modo bem mais duradouro a inocência de ambas as partes.

 

 

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