Podcast 17 – CORREÇÃO AO INVÉS DE PUNIÇÃO

Por:Julio Machado
Podcast

28

ago 2016

 

Hoje queremos dar um trato naquele velho impulso de proferir julgamentos quando nos deparamos com as imperfeições humanas. Vale lembrar que os nossos erros existem para serem corrigidos e não para serem julgados.

Eu acredito que uma das maiores lições que o Cristo nos deixou, através do seu próprio comportamento, foi da ausência completa de julgamento. Por isso as pessoas desejavam tanto ficar na sua companhia, andar próximas a ele… porque ele não julgava ninguém. As prostitutas e os marginalizados da época estavam entre os seus seguidores. Jesus era até mal visto, entre as autoridades, por andar com pessoas consideradas de má índole e pecadoras.

Vamos imaginar um sujeito que matou um jovem durante um assalto. A sociedade, em geral, acredita que esse crime mereça até a pena máxima para que se faça justiça. Concordamos com a reclusão do criminoso, mas prendê-lo é uma intervenção para punir ou para corrigir?

A maioria das pessoas que se encontram nos presídios sentem, na pele, que estão lá para pagar, com o seu sofrimento, pelo seu crime. Sentem que estão sendo mais castigadas, do que corrigidas. Porque temos tanta pressa em julgar e castigar? Parece que sentimos até um prazer em punir, como se isso pudesse resolver todos os problemas. Será o desejo inconfessável de mostrar aos outros que somos melhores e que nunca cometeríamos tais erros?

Nos filmes, nas novelas de TV, é comum sentirmos um gozo quando o “bandido” é punido. Quando a polícia mata o marginal, as pessoas aplaudem, como se isso fosse natural, sem perceber que a vingança alimenta a violência.

No nosso modo de ver, punição significa um ato vingativo. É querer despejar sobre o outro toda a nossa raiva contida, fazendo dele o nosso bode expiatório. Será a vingança é um sentimento que mereça ser cultivado? A vingança gera mais paz ou mais violência?

Quando defendemos que para os erros é preciso mais correção do que punição, estamos falando agora de educação. O principal objetivo de um sistema educacional é  de ajudar que a pessoa se torne o que na verdade ele já é: uma pessoa boa, um inocente Filho de Deus. Pode ser que naquele momento ela tenha se embrenhado numa escuridão existencial e se desviado de si mesma, e que assaltar e matar tenha sido a forma que encontrou para se se sentir mais protegida, uma tentativa desesperada de procurar algum alívio para o seu sofrimento de vida. Qualquer pessoa que esteja fora de sua luz própria, é capaz de fazer coisas horríveis. Até as chamadas pessoas de bem podem agir assim, caso se encontrem num mesmo caminho de perdição.

Entre outras condutas, a educação poderia também se utilizar de uma penalização corretiva no sentido de ajudar a pessoa a mudar o seu comportamento. Muitos juízes hoje estão adotando o sistema de penas alternativas, ao invés de simplesmente mandar prender. Impõem que a pessoa faça trabalhos comunitários por um certo tempo, ou que preste algum serviço gratuito no sentido de indenizar a pessoa ou entidade a quem ela lesou.

Na educação de crianças caberia aqui aquele castigo, entre aspas, do tipo, colocar a criança sentada numa cadeira e impedi-la de sair por um certo tempo. Dizemos para ela pensar no seu mau comportamento e ficar ali um tempo até demonstrar algum arrependimento.

Espero que essa reflexão ajude a clarear mais a nossa visão, tal qual a mensagem evangélica que recomenda limparmos o nosso olho antes de tiramos o cisco do olho do outro.

 

 

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