Podcast 52 – PREOCUPAÇÃO COM OS FILHOS

Por:Julio Machado
Podcast

11

set 2021

CLIQUE NO PLAY PARA OUVIR

Olá pessoal, bem vindos. Hoje quero compartilhar com vocês um texto que encontrei no livro O que fiz para merecer isto? do psicólogo e monge alemão Anselm Grün. Ele trata basicamente da preocupação dos pais em relação aos seus filhos. Ele diz:

“Um pai me contou que seu filho de oito anos era cheio de determinação, mas ficava completamente desanimado quando alguma coisa não ia bem. Já havia frequentado a psicóloga, mas isto o deixara ainda mais indeciso.

A mãe de um outro rapaz contou que seu filho consome drogas e não tem vontade nenhuma de organizar sua vida e assentá-la em bases firmes. Ele recusa a vida. A mãe gostaria de empurrá-lo para frente, mas tem medo de que ele se suicide.

Outra mãe preocupa-se com seu filho de trinta e seis anos que fica sentado em casa, cheio de medo, e não ousa mais sair para a rua. Sofre de depressões, mas não aceita ajuda de ninguém. A mãe tem de resolver tudo para ele.

Um pai sofre pelo fato de sua filha ter rompido todo e qualquer contato com a família. Todas as tentativas de recompor a união fracassaram. Ela recusa-se a uma conversa de entendimento.

É um sem fim de casos e histórias. Preocupações, angústia e sofrimento com o que acontece com a vida dos nossos filhos. Existiria um outro jeito para se lidar com isso?

Independentemente da gravidade do caso ou da idade do filho ou da filha, o que percebemos em comum nos relatos desses pais é um tremendo sentimento de culpa. Principalmente culpa de ter falhado em relação à sua função materna ou paterna. Martirizam-se pensando:

O que fizemos de errado para que nosso filho, ou a filha, tenham tomado este caminho?

De que adiantaram todos os nossos esforços?

O pior é que se houver uma tendência para se culparem, o que acontece, na maioria das vezes, a coisa mais fácil é encontrar um monte de pensamentos negativos e autopunitivos: estávamos muito estressados; ou estávamos preocupados demais com a construção da nossa casa; os avós precisavam de cuidados; o nascimento da segunda criança provocou uma crise de ciúmes na filha mais velha, por isso que ela ficou desse jeito.

Convencidos de que falharam mesmo, aí os pais se humilham e se rebaixam. Culpam-se por tudo o que deixaram de fazer ou que fizeram de errado. Quando a filha, ou o filho, os agridem e os acusam, os pais, muitas vezes, reagem depreciando-se diante dos filhos e pedindo-lhes mil perdões. Isto, porém, não ajuda em nada. Apenas reforça nos filhos a atitude de vítimas e os impede de assumir a responsabilidade por sua própria vida. Além de roubar dos pais toda energia e autoestima.

Se você é pai ou mãe e também sofre deste complexo de culpa, convido-os a cultivar o seguinte pensamento: Eu dei o eu que podia dar. Sei que não fui perfeito, mas foi o melhor que eu consegui fazer naquele momento. Esta é a convicção que precisam reafirmar para si mesmos. Se o que deram não foi o suficiente para os filhos… paciência. Nós, seres humanos, nunca damos o suficiente para nenhuma pessoa. E também não temos esta obrigação. Só podemos dar o que temos.

Se você, prezada mãe, prezado pai, se recriminar pelo fato de seus filhos não terem se desenvolvido da maneira como você gostaria – porque eles não gostam de estudar, ou não encaram a vida com responsabilidade, se consomem drogas ou andam em más companhias – faça o que estiver ao seu alcance e depois apresente-se e apresente seus filhos simplesmente a Deus. Valha-se aqui daquela famosa expressão: Deus é pai. Deixe de se preocupar e de se culpar, dizendo ou pensando que fez tudo errado. Isto apenas vai martirizá-lo e provocar doenças, mas não resolve nada. Também o outro caminho não ajuda: ficar se defendendo diante deles e se justificando de que tudo foi feito com boa intenção. Deixe o passado ser o que foi. Foi o que foi. E assim deve ficar.

Você se esforçou para educar os seus filhos. Você se dedicou a eles de todo o coração e com todas as suas forças. Apesar disso, houve falhas, negligências e feridas. As feridas fazem parte de nossa vida. Afinal é justamente por meio desses sofrimentos e privações que conseguimos crescer com mais autonomia e força. Vale aqui lembrar que as pérolas existem porque a ostra foi ferida por algum corpo estranho. Para cobrir esse ferimento a ostra construiu uma pérola.

E com os nossos filhos não é diferente. A responsabilidade de saber lidar com essas feridas e frustrações é deles. Não é tarefa sua. Você pode somente olhar para frente e a partir de agora incutir ânimo e encorajamento em seu filho, ou filha, para que se entenda com suas feridas e para que se reconcilie com o passado. Então a vida deles vai tomar um outro rumo.”

Ouvi dizer que os plantadores de tomate possuem uma técnica muito eficiente para ajudar a planta crescer suficientemente forte para sustentar os seus pesados frutos.

Quando o tomateiro ainda está bem jovem e as raízes ainda não definiram a sua direção, eles deixam de regá-los por alguns dias. Ficam vigilantes para as plantas não minguarem, mas as deixam secas o tempo suficiente para elas começarem a aprofundar as suas raízes em busca da água. Quando isso começa a acontecer voltam a molhá-la normalmente, pois agora as raízes vão continuar o seu aprofundamento. Caso eles regassem a planta o tempo todo, as suas raízes ficariam acomodadas em absorver a água apenas da superfície e cresceriam frágeis para sustentar o peso dos frutos e tombariam.

Na próxima semana falaremos mais sobre esse tema. Valeu, se quiser deixe o seu comentário no site juliomachado.com.br e uma boa semana para você.

 

Compartilhe:

Rua João Chagas 383 / 1203 - Bairro União - Belo Horizonte - MG CEP 31170-370

(31)98744.0793

julio@juliomachado.com.br

Damos valor à sua privacidade

Nós e os nossos parceiros armazenamos ou acedemos a informações dos dispositivos, tais como cookies, e processamos dados pessoais, tais como identificadores exclusivos e informações padrão enviadas pelos dispositivos, para as finalidades descritas abaixo. Poderá clicar para consentir o processamento por nossa parte e pela parte dos nossos parceiros para tais finalidades. Em alternativa, poderá clicar para recusar o consentimento, ou aceder a informações mais pormenorizadas e alterar as suas preferências antes de dar consentimento. As suas preferências serão aplicadas apenas a este website.

Cookies estritamente necessários

Estes cookies são necessários para que o website funcione e não podem ser desligados nos nossos sistemas. Normalmente, eles só são configurados em resposta a ações levadas a cabo por si e que correspondem a uma solicitação de serviços, tais como definir as suas preferências de privacidade, iniciar sessão ou preencher formulários. Pode configurar o seu navegador para bloquear ou alertá-lo(a) sobre esses cookies, mas algumas partes do website não funcionarão. Estes cookies não armazenam qualquer informação pessoal identificável.

Cookies de desempenho

Estes cookies permitem-nos contar visitas e fontes de tráfego, para que possamos medir e melhorar o desempenho do nosso website. Eles ajudam-nos a saber quais são as páginas mais e menos populares e a ver como os visitantes se movimentam pelo website. Todas as informações recolhidas por estes cookies são agregadas e, por conseguinte, anónimas. Se não permitir estes cookies, não saberemos quando visitou o nosso site.

Cookies de funcionalidade

Estes cookies permitem que o site forneça uma funcionalidade e personalização melhoradas. Podem ser estabelecidos por nós ou por fornecedores externos cujos serviços adicionámos às nossas páginas. Se não permitir estes cookies algumas destas funcionalidades, ou mesmo todas, podem não atuar corretamente.

Cookies de publicidade

Estes cookies podem ser estabelecidos através do nosso site pelos nossos parceiros de publicidade. Podem ser usados por essas empresas para construir um perfil sobre os seus interesses e mostrar-lhe anúncios relevantes em outros websites. Eles não armazenam diretamente informações pessoais, mas são baseados na identificação exclusiva do seu navegador e dispositivo de internet. Se não permitir estes cookies, terá menos publicidade direcionada.

Visite as nossas páginas de Políticas de privacidade e Termos e condições.